D&O: o seguro que protege quem decide
Diretores e conselheiros respondem com o patrimônio pessoal por decisões de gestão. Entenda como o seguro D&O funciona e quando ele é indispensável.
Toda decisão de gestão carrega risco. O que muitos executivos descobrem tarde é que esse risco pode alcançar o patrimônio pessoal — conta bancária, imóveis, investimentos.
O que o D&O cobre
O seguro de Responsabilidade Civil de Administradores (D&O, de Directors and Officers) responde por danos causados a terceiros por atos de gestão, cobrindo principalmente:
- Custos de defesa em processos judiciais e administrativos
- Acordos e condenações de natureza civil
- Processos trabalhistas movidos contra o administrador
- Investigações de órgãos reguladores
Quem precisa
A percepção comum é de que D&O é assunto de companhia aberta. Não é.
Empresa familiar de médio porte com conselho consultivo já tem exposição suficiente para justificar a apólice.
Três situações acendem o alerta imediatamente: entrada de investidor ou fundo, formação de conselho de administração, e operação em setor regulado.
O que não está coberto
Nenhuma apólice cobre dolo. Fraude comprovada, apropriação indevida e atos criminosos ficam de fora — e é justamente isso que torna o produto sustentável.
Multas de natureza pessoal e penal também costumam ser excluídas, o que varia conforme a seguradora e a redação contratada.
Como dimensionar
O limite adequado depende do faturamento, do setor e do perfil societário. Um diagnóstico bem feito considera o histórico de litígios da empresa e o grau de exposição regulatória antes de sugerir qualquer número.
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