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Cristiano Oliveira
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D&O: o seguro que protege quem decide

Diretores e conselheiros respondem com o patrimônio pessoal por decisões de gestão. Entenda como o seguro D&O funciona e quando ele é indispensável.

D&O: o seguro que protege quem decide

Toda decisão de gestão carrega risco. O que muitos executivos descobrem tarde é que esse risco pode alcançar o patrimônio pessoal — conta bancária, imóveis, investimentos.

O que o D&O cobre

O seguro de Responsabilidade Civil de Administradores (D&O, de Directors and Officers) responde por danos causados a terceiros por atos de gestão, cobrindo principalmente:

  • Custos de defesa em processos judiciais e administrativos
  • Acordos e condenações de natureza civil
  • Processos trabalhistas movidos contra o administrador
  • Investigações de órgãos reguladores

Quem precisa

A percepção comum é de que D&O é assunto de companhia aberta. Não é.

Empresa familiar de médio porte com conselho consultivo já tem exposição suficiente para justificar a apólice.

Três situações acendem o alerta imediatamente: entrada de investidor ou fundo, formação de conselho de administração, e operação em setor regulado.

O que não está coberto

Nenhuma apólice cobre dolo. Fraude comprovada, apropriação indevida e atos criminosos ficam de fora — e é justamente isso que torna o produto sustentável.

Multas de natureza pessoal e penal também costumam ser excluídas, o que varia conforme a seguradora e a redação contratada.

Como dimensionar

O limite adequado depende do faturamento, do setor e do perfil societário. Um diagnóstico bem feito considera o histórico de litígios da empresa e o grau de exposição regulatória antes de sugerir qualquer número.

Tags

d&ogovernançaresponsabilidade civil

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